sábado, 7 de março de 2009

Afronta

Minha poesia é muda
Cálida, inóspita
e não me deixa mentir

Olha-me criticamente
Afrontando minhas mãos
Duvidando de minhas palavras

Em olhar mínimo
Reduz-me ao menor de mim mesma
Insinuando que não sou mais rima
Nem poética arrastada

Duvida do meu enlevo
Das minhas bossas
Profundamente, me cerca
Em tentativas exageradas de me engolir

No entanto, eu corro
Afasto-me
Distancio da prosa veroz
Da folha inteira
Das linhas marcadas

Vivo em sulfite
Sem definição


Lu Rosário

5 comentários:

Cöllyßry disse...

A tua poesia é sempre repleta e emoção em sentir...

Bom resto de nosso dia,dizem



Terno beijo

Secreta disse...

O importante , é que vivas!
Beijito.

F. Reoli disse...

O melhor de ser abstrato é poder interpretar o quase branco do seu sulfite... beijo, linda

Escorpyana disse...

olá está sumida heim,muito trabalho na faculdade?Agora sei como é,mas venha me visitar.tenha uma semana deliciosa,
beijusssssssssss

disse...

é lindona 24 de julho impossivel esquecer...rsrs
mas adoro esse estilo seu, cada dia vemos algo diferente aqui... AMO ISSO...
Beijocas

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