domingo, 15 de março de 2009

Segundos


Nunca se sabe onde vai chegar. Os pés descalços são um sinal veemente de que os caminhos vão se fechar, pois os planos não são mais futuros e voltam a ser sementes. Dentro de si, as limitações se enquadram em uma circunstancia de perfeita consonância com os ventos. Logo, não possuem espaço ou tempo pré-determinado. As janelas que se abrem para o mundo também são morada permanente dos anseios, e vida é um conjunto em construção. Os riscos fortes e marcados na pele e interior já começam a manifestar-se como feridas ainda abertas e não se sabe mais quem dói tanto: coração ou uma outra coisa sequer. Acredita mais q é coração porque a dor não cessa, parece impulso, vocifera. Antes do sol se por, fecha os olhos e ora para não mais acordar.

7 comentários:

Pablo Feliciano da Silva disse...

mas nossa estrada há de ser longa!

Rebeca dos Anjos disse...

Nossa. Nesse momento da minha vida esse texto fez até o coração apertar!

Lindo!

Tô sumida mesmo e tenho tratado mal o meu blog... tenho que voltar a me dedicar à escrita, sabe? E aos amigos de escrita tbm!

=***

Ítalo Bruno disse...

Caramba! Que angustia, passa a sensação constante de impotência, uma incerteza que é tão constante que já tende para a certeza do não. Os pés descalços remetem a um caminho ate agora muito doloroso que agredi a própria vontade de "andar", de viver. Bem intenso o texto, emoções pesadas. De qualquer forma como sempre super bem escrito.
Lembra sempre que agente não deve sempre se conformar em ser mero produto do ambiente a nossa volta, agente tem é que fazer o ambiente a nossa volta ser produto de nós.

xero minha nega rosa
te amo

Lázaro Barbosa disse...

mas nossa estrada há de ser longa! [2]

Saudaçoes verdes

Lazaro

espelhodesombras disse...

Querida Lu, tu tá danada de complicada com filos de pensadora.
e eu que ia te convidar para comer um acarajé, tô fora, a menina está tecendo palavras como a Penelope a esperar Ulisses, esperas assim, decifrar os enigmas de nosostros mortais, com corações, doridos e vociferantes, sempre no coração.
Me amarrei...
beijos
João Costa Filho

fabiano Silmes disse...

Nesta estrada,longa/curta, passo e deixo para trás estas poucas palavras como pegadas.


Abraços.

Escorpyana disse...

oiii,sumida heim,mas eu tb estou...faz parte, muito trabalho,muita coisa pa ler,vc sabe como é,mas de qualquer forma ai vai meu email pra vc enviar o livro
escorpyana@gmail.com
tenha uma semana deliciosa,beijusss

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