quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Fazer amor e sexo

Fazer sexo e fazer amor é muuuuito bom, posso até dizer que nos fortalece e rejuvenesce (caso já não sejamos jovens demais). Além do mais, nos abre o apetite para esses prazeres que só o corpo alheio pode nos oferecer. Sei que sempre falamos sobre isso aqui no Sem Pudor e sei mais ainda o quanto nosso despudor fala alto, mas a questão de hoje é tentar distinguir esses dois fazeres, tentar compreendê-los como essencialmente costumamos ver e encarar. Creio, desde o princípio do meu desvirtuar, que fazer amor é entregar-se de corpo e alma. Em outras palavras, seria transar ou dar-se com todo sentimento que há em si. Uma transa daquelas de querer buscar cada parte do outro, descobrir cada zona erógena, desvendar no outro todas as possibilidades e com todos os sentidos, sentir naquele momento estar vivendo uma cena daquelas de filme com a melhor das trilhas sonoras e, ainda por cima, ficar sonhando e imaginando aquele momento estando junto ou não da pessoa. Uma transa assim é a forma que mais completa o querer bem, o gostar, o apaixonar e, quiçá, o amor. Já o sexo é a mera transa, dessas que podem ser selvagens e satisfazer todos os prazeres, que pode ser querer de novo porque uma dose a mais, às vezes, se faz perfeita. O fazer sexo é uma entrega sem envolvimento, algo que fica na satisfação carnal e cuja repetição nem sempre se torna necessária. Esse ato costuma ocorrer quando o ápice dos desejos carnais está em alta (com exceção das prostitutas que o fazem pelo merecido dinheiro). A diferença entre ambos, para mim, é justamente a carga emotiva que nelas está envolvida. Quando o casal é amigo e a transa acontece casualmente, há o risco disso vir a se transformar  em uma relação mais valorosa pelo fato de se conhecer totalmente o corpo do outro e isso vir a ocasionar outros desejos. Marçal Aquino, em Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, disse que "O amor é sexualmente transmissível" e eu o entendi de forma poética¹. Entendi que o  amor e o sexo são opostos até se completarem e tudo ficar uma lindeza de se ver (isso não significa que eles sempre se completam, mas que podem vir a se completar, pois basta haver a atração e admiração para que esse envolvimento concretize). Sei que esse tema é bobo, que todo mundo escreve sobre isso, que todo mundo também canta essa temática.. mas cada um o diz de seu modo, não somos iguais a ninguém. Diante disso, delícias do meu cora, se quiserem escrever um pouco das suas experiências e pontos de vista a esse respeito...estou aqui de braços e coração aberto no sempudornenhum@gmail.com esperando por vocês!

¹Não li este livro ainda, li uns fragmentos que estavam no Escritora de 1ª viagem.


Lu Rosário


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2 comentários:

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

Adorei o texto, Lu! Como sempre.
Fez-me repensar a teoria de "amor é 1; sexo é 2", como na canção de Rita Lee.
Não seria, senão, o exato contrário? Já que sexo é mais "egoísta" e amor, mais "altruísta"...
[Mas, claro, entendo o q diz a canção. rs]

Um beijo

Carocha disse...

gostei do "amor e sexualmente trasnmissivel" será?

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