segunda-feira, 11 de março de 2013

Dor


Dor: palavra que descaracteriza qualquer pessoa. Havia dor naquele momento e pessoas desfiguradas em meio ao sentimento que lhes transbordava. Havia, também, sensações em mim que não me faziam crer na credibilidade do fato. Lágrimas escorriam comandadas pelo pensamento que hora e meia voltava em todas as lembranças e dias corridos. O acontecimento era algo repentino que nos arrancava do cotidiano e lançava-nos ao mais escuro. A fé, que movia montanhas, precisava mover a vida de cada um daqueles que estavam entre essas trincheiras do pensamento. Era necessário abstrair para não desfalecer. Era essencial acreditar que haveria um lugar melhor e que aquele dia estava marcado...coisas do destino. E é certo: contra o destino não se luta, apenas se aceita. Sei que é difícil, mas ainda não existem fórmulas para evitá-lo. Havia força junto com perspectivas e sonhos fragmentados, cancelados. Palavra que não possui disfarces: dor.

5 comentários:

Beto Ribeiro disse...

Lú menina!!!! Boa tarde querida!!

Me pego escutando o seu sotaque bahiano, em leitura tão linda, como quem rendeia um bordado de senzala, a beleza de texto que colocas em cada post...
Dor descrita deste jeito, até ameniza os sentimentos de sofrimento.

Sou seu fã menina!!! Parabéns!!!

Beijo grandão!!!
Fique bem, com Deus!

Beto Ribeiro.

Jaqueline Cristina disse...

Mesmo diante da dor, Lu, você consegue poetizar.

Fique bem,
Bj.

Anderson Oliveira disse...

É bem assim... Do jeito que eu gosto de ler você. Muito bom!

Sabrina Andrade disse...

Parece uma narração de alguns dos meus dias.
Adorei ♥

Elaine Rocha disse...

"Era necessário abstrair para não desfalecer."

uau, adorei seu texto. É bom vê-la escrevendo sobre tantos temas com inteligência e sensibilidade.

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