quarta-feira, 6 de março de 2013

Triângulo das águas

Triângulo das águas foi meu primeiro contato com Caio Fernando Abreu. Eu já conhecia citações dele, inclusive, muitas. Tentava lê-lo em entrelinhas de fragmentos e sabia que entre nós poderia haver uma certa identificação. E foi dito e certo, houve essa identificação à primeira lida. O livro Triângulo das águas conta três diferentes histórias: "Dodecaedro", "O marinheiro" e "Pela noite". Antes de realmente iniciar a leitura, li a apresentação que fora escrita pelo autor em 1991. Ele revisa o livro para uma nova publicação.


Sempre é terrível para um escritor revisar seu próprio texto. Escrito às vezes num jorro de emoção, sem interrupções nem autocrítica, muitos anos depois corre-se o risco de rejeitar o filho crescido, independente, talvez feio, deformado. Perdão e amor, então, são os únicos sentimentos capazes de atenuar a crítica que, inevitavelmente impiedosa, não deverá jamais ser estéril ou esterilizante. (p.11)   


Assim, Caio Fernando Abreu se refere ao livro que seria lido. Residente em São Paulo, este livro foi escrito no Rio de Janeiro em um quarto de hotel. Há no autor e em suas palavras um desprendimento, uma liberdade deliciosa de se ler. Em "Dodecaedro", primeira história do livro, há uma subdivisão do capítulo em fragmentos. Cada fragmento conta a mesma história sob um ponto de vista diferente.  Há, então, treze fragmentos e treze vozes dentro do texto. Há, também, muita astrologia e significação em cada uma dessas histórias. "Marinheiro", eu achei mais confuso e bastante intimista. Nele, eu mergulhei junto com o narrador e esqueci de mim. Já em "Pela noite", a história é outra. Narra-se o encontro de dois homossexuais pela noite de São Paulo e o término desta acabou me surpreendendo positivamente. Por fim, termino o meu texto com as ultimas palavras do autor na apresentação.


Finalmente, terminando o trabalho, ficou rodando em minha cabeça esta frase de "O marinheiro", que poderia servir de epígrafe para todo o Triângulo das águas. "Acabo sempre fazendo coisas para não gritar, como contar essa história". Gostaria que o livro fosse lido e sentido assim. Como murmúrio do rio, um suspiro do lago ou um gemido do mar. (p.13)



9 comentários:

Antônio LaCarne disse...

sou apaixonado por esse livro, sem contar meu encanto pelo caio. :)

Claudio Chamun disse...

Legal uma pessoa que fala de livros, mas prefiro tuas estórias rsss.
São picantes e interessantes.

Rafaela Figueiredo disse...

Amo Caio F.!
Boa apresentação. ;)

Bjo

Por que você faz poema? disse...

Na adolescencia,
enquanto a internet ainda engatinhava,
adorava C.F.A., penso que hoje
ele nao mereça essa aurea
de autoajuda que o Feicebuque
o transformou.

Irmãos de luz disse...

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