sexta-feira, 12 de abril de 2013

Respeitemos a sexualidade alheia!

Já faz um tempo que as redes sociais, os sites de notícia e os canais televisivos noticiam a efetivação do relacionamento de Daniela Mercury com a jornalista Malu Verçosa, assumido na penúltima quarta-feira, dia 03 por meio do Twitter. A notícia causou um rebuliço, todo mundo agia como se achasse um máximo e aceitasse a sua forma sincera de se expor. Aqueles que eram contra, calavam-se ou se escondiam por trás de comentários anônimos onde lhes era permitido assim se apresentar.

O discurso da cantora, bem situado, fez com que ela se impusesse em uma sociedade cujos conceitos de homossexualidade são bem adversos e bastante preconceituosos. Uma sociedade cheia de aparentes moralismos, sustentados por um nome e uma instituição. Uma sociedade na qual, pelo menos uma terça parte, diz ler a bíblia, mas ostenta a rejeição ao outro por causa de questões pessoais e as quais a pessoa não escolhe. Homossexualismo não é doença, não é pecado [afinal de contas, o que é isso que até hoje não sei ao certo?] e não é uma escolha. Eu diria que ser homossexual é ter atrações comuns, mas por pessoas do mesmo sexo. Uma questão genética? Não sei. Não acho que deveria me preocupar com isso porque acredito que o importante é respeitar as individualidades e sem contar que a questão sexual não muda ninguém e nem nos define. Somos como somos pelas nossas potencialidades criativas, pelo nosso caráter, pela nossa ética.

A manifestação de Daniela e a polêmica a respeito disso não me assustou, eu já esperava essa reação de todos. Estou sempre diante de situações grotescas e sei o quanto o povo polemiza tudo, principalmente se diz respeito a sexualidade. Esse falatório e ampliação do fato só nos mostra o quanto ainda estamos em um nível master de ignorância. Fala sério: não havia necessidade de se falar tanto se isso fosse algo comum para todos nós. Eu mesma achei um abuso, uma falta de respeito se falar tanto sobre. Para mim, elas juntas é como se fosse um casal heterossexual qualquer.

Eu só quero ver quando viveremos em um país igualitário, só quero ver! Enquanto isso, fico assistindo de camarote e com cara de reprovação..é o que se há de fazer. Como a própria cantora disse, em uma de suas entrevistas, e parafraseando o jurista português Boaventura de Souza, "Precisamos lutar pela igualdade quando a diferença nos priva do acesso ao direito e precisamos lutar pelas diferenças quando a igualdade nos descaracteriza". Pelo menos, agora teremos uma ativista em ação, não é?   

4 comentários:

Rafaela Figueiredo disse...

Espetacular, Lu!
Impecáveis críticas as suas.

O mundo me parece, tantas vzs, um caso perdido... tsc.

Bjo

Carlos Rodrigues disse...

Meu blog tem uma pequena correlação com homossexualidade e vendo sua divulgação desse post no facebook, óbvio que não poderia deixar de lê-la!

Só digo que: Ótimo post!
Realmente, a sociedade está dando tanto Ibope para algo que é SUPER normal!
Bom... Só acho que as pessoas ainda consideram homossexualidade como Tabu.

Beto Ribeiro disse...

Lú, anjo lindo!!

Nem sei se sou meio retrógrado ou viajandão, mas, acho essa coisa de artista famoso vir a público dizer que é hétero, gay, bi, e tantas outras coisas, extremamente cassete!!!

Quem deve ter uma opinião quanto a sexualidade é a própria pessoa... Será que ela cantaria menos que nunca revelasse sua preferência sexual.

A vida particular de cada um, somente deveria interessar ao próprio, ainda mais sendo este uma figura pública.

Penso que entre quatro paredes, vale o que quem estiver dentro decidir fazer, e somente deveria interessar a quem estivesse em tal lugar, e a mais ninguém. rsrsr

Lindo post com sempre, linda menina!!

Beijo grande, fique bem, com Deus!!

Claudio Chamun disse...

Ninguém paga as contas dela, e o seu sucesso é devido ao seu talento e não a suas preferências.

O que me surpreendeu um pouco é que ela sempre se relacionou com homens, inclusive tem uma história em que ela conquista o ex-marido com uma canção.

Entretanto, ela mesma explicou: Está apaixonada pela pessoa independente de ser mulher. É aquilo que comentei em outro post teu (Lu Rosário), são afinidades.

E que elas sejam muito felizes.

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