sexta-feira, 10 de maio de 2013

Fazer na rua, dar anal e coisa e tal


Conversando com uma amiga e leitora fiel do Sem Pudor, ela me dizia o quanto os homens encaram as mulheres quando elas dão livremente de primeira por aceitar e entregar-se ao desejo que as permeiam. Assim, os homens que com elas sentem a intimidade dentro de si acreditam que tudo podem, inclusive marcar encontros casuais apenas para outras transas ou trepadas. Bem mais do que isso, seria a pontualidade com que algumas sacanas falas retornam para a emergência de outros encontros. Desse modo, a sugestão seria a de um sexo anal - uma invasão ao corpo do outro por meio de outro orifício que exige ainda mais desprendimento.

Essas e outras sugestões encontram-se no imaginário (ou não) masculino de que uma casualidade possa ser repetida na mesma (ou maior) intensidade e de outras formas, visando a satisfação plena pelo sexo. No entanto, como isso se dá realmente na questão de valorização e outros quereres homem x mulher? Uma mulher que ao estar envolvida com o rapaz cujo sexo aconteceu prazerosamente e cujo desejos de outros encontros são esperados, não vai querer um convite tão ao léu e tão somente intencionado. Com o homem pode acontecer a mesma coisa, caso a sensibilidade seja aflorada. Ser vista(o) como uma máquina de fazer sexo só é bom durante o trabalho para os profissionais do sexo porque até mesmo para eles(as), fora do seu ambiente de trabalho, a valorização exigida pelo seu corpo é outra.

Dia desses eu li o texto "Mulher que dá na primeira noite...essa é pra casar", do site Papo de homem, e concordei em partes com ele. Nem todo homem vê a mulher independente sexualmente como aquela com quem ele queira um relacionamento duradouro. Primeiro, ele antes precisa saber o histórico dela, as atitudes naquele ou em outro recinto e, também, a facilidade com que aquilo se deu. Sabemos que a sociedade atual não é mais a mesma de trocentos anos atrás, mas esse pensamento relativo à questão sexual tornou-se parte da nossa cultura. Ao interrogar alguns homens, as respostas apontaram em diferentes sentidos. Tanto me responderam que a mulher que transa de primeira é "A mesma coisa que mulher que transa no segundo, no terceiro encontro... não faz diferença alguma! O que faz diferença é se ela é ou não interessante!"  quanto disseram que "gosto de mulheres que fazem sexo no primeiro encontro, mas também gosto de calma, do conhecer melhor".

É inegável o quanto o sexo é algo que vai além da intimidade e que é ocasionado por um desejo latente na pele e que aferventa o sangue. Mas a pergunta é o que se segue após toda essa libidinagem. Eu diria que há, aqui, um jogo e não nenhuma teoria pré-estabelecida que justifique. É preciso que esse aproximar entre ambos esteja dentro de um campo de afinidades, que acha um desejo mútuo e um papo super legal. A mulher precisa perceber que ele não quer somente comê-la, mas que a sua companhia é super agradável. E se ele quiser só devorá-la e ela tiver a fim do mesmo, que seja! Ora! É preciso espontaneidade e reciprocidade, os sentidos para isso..cada um tem o seu. Se depois acontecer do rapaz querer outros encontros só para matar a  sede, faça o mesmo ou então pula fora... mas sentir-se desvalorizada jamais. Você também não abusou dele? Não se lambuzou? É só ignorar o ignorante que acredita que dar uma de primeira é sinal de outras transas inusitadas.

Para tudo o que haja envolvimento, é necessário um clima e uma troca de ideias para relaxar. Se não for envolvimento além da pele, então encare o relacionamento como uma troca de favores. Conhece o P.A. e o B.A.? Pois é, Pau Amigo e Boceta Amiga - soluções inteligentes para carências do corpo quanto tudo funciona na base da discrição e isso quando há um respeito entre ambos porque transar é gostoso, mas o respeito e o diálogo tornam tudo ainda mais saboroso. E no final de tudo, o que fica claro é o cuidado linguístico em consonância com suas atitudes perante a pessoa com que esteja se relacionando. Para tudo, é preciso bom senso. E mulheres, transem quando sentirem que o corpo pede, só isso. Se o cara for sacana depois e machucá-la, ignora - essa é a melhor resposta para um débil.


PS: Algo a declarar? Então venha no sempudornenhum@gmail.com e declare bem no meu ouvidinho.

2 comentários:

Rafaela Figueiredo disse...

Isso aí.
Contanto q não falte o preservativo! ;)

Beijo, Lu

Jaqueline Cristina disse...

Flor, eu sou do tipo que não transa de primeira.
Gosto de conversar mais uns dias, quiçá umas duas semanas ou até mais um 'cadinho', para ter um ato desses com minha participação há um ritual, para não haver muitas decepções, pois não é qualquer macho que me agrada na 'cama', no 'carro', no 'sofá', etc.
O cheiro é que me chama, e quando ele grita a ponto de minha libido saltar pelos poros aí, minha flor, já é!!
Bjoks

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