quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quando há borboletas no estômago...


Kátia não era uma moça romântica, mas sentia viver em seu momento mais romanesco. Não demonstrava, não se entregava em olhos furtivos, não permitia ao corpo falar. No entanto, era inevitável o que por dentro sentia. Seu corpo lhe falava internamente o quão exasperada ficava diante da sua presença. Sentia borboletas no estômago. Sentia cócegas e por isso sorria sem motivos, mesmo com todos os dilemas diários. Ele arrancava-lhe sorrisos sem precisar ao menos notá-la. Ele era a poesia que havia dentro da sua prosa realista, configurava-se como uma metáfora aguda dentro da sua linguagem popular. Havia beleza em seu mundo tão arraigado de pudores. Kátia percebeu que desconhecia a si mesma. Em sua correria, ela deixara de encarar a rotina como paralelepípedos que faziam-na cair. Kátia passou a romantizar tudo e seu mundo tornara-se outro, bem mais ingênuo e azulado. Kátia descobrira, então, que se encantar com alguém, apaixonar ou amar era a solução para tudo o que a atravessava. Portanto, decidira seguir sempre nesse romantismo porque, assim, esqueceria dos percalços da vida. E o rapaz? Seria apenas um instrumento para que ela alçasse vôos.

5 comentários:

Almi Junior disse...

Quanta poesia nas tuas linhas. Um texto cheio de asas, pista de aterrissagem de sonhos.

Beto Ribeiro disse...

"Que lindo é ver o seu voar alto...
Alçar a liberdade plena,
em verdades do fundo d'alma...
... Linda menina gaivota, voe,
voe... Vá bem alto,
e com o seus ohos de sonho,
reserve um minuto
para me olhar."
[Beto Ribeiro]

Boa tarde linda Lu!!!!

Que lindo (a) a Kátia, aos saborear o encantamento do amor... Sublime sensação de leveza, em sentir o desabrochar incessante de um sentimento que cada um sente sozinho, na cisma de achar que o outro faz parte...
Que nada, que tudo!!! Felicidade ler a Kátia em você, e você por sorrir em suas linhas.

Lindo texto.

Beijo imenso querida!!! Fique com Deus!

Beto.

Claudio Chamun disse...

Kátia era sim uma moça romântica, apenas que seu romantismo estava adormecido.

Rafaela Figueiredo disse...

To tão silenciosa ultimamente... mas passo aqui pra dizer q acompanhei tudo, pela delícia das leituras.
Adorei saber dos leitores desinibidos e seus 'causos'.

Bjos, Lu
Q vc continue inspirando e instigando.

Elaine Rocha disse...

Tão bom sentir borboletas no estômago e rir sem motivo! Mais uma história perfeita sua, com a qual me identifiquei.

Beijão!

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