quinta-feira, 27 de março de 2014

Jéssica e ele


Havia acabado algo que nem chegou a começar. Como faísca, apagou-se em breve chama. Jéssica queria, ele não; mas ela queria em partes, já ele inteiro. No receio do abrupto, preferiu desligar-se; sem querer magoá-lo, optou desapegar-se: assim era Jéssica - uma mulher com tantos problemas, muitas vontades, todos os dramas. Jéssica era sossegada, mas vivia circundada por pessoas que não a compreendia. Ela tinha seus traumas, mas que passavam de raspar no limiar que a sua vida se tornara. Quando o beijou pela primeira vez, sentiu-se uma adolescente boba. Com ele, sentia-se sempre assim. Seu olhar a tomava, suas atitudes causavam-lhe tesão. Entretanto, foi chama rasa com ventos desfavoráveis. Desde o início, sentiram algo desconexo. Desde o início, Jéssica sabia das suas limitações. Ainda assim, queria. Ele já não se sabe, queria. No fim das contas, a faísca se apagou e o vento permaneceu. No fim das contas, Jéssica ainda repensa e tenta mudar suas tramas e canalizar seus desejos (porque, em si, mora saudades). Enquanto isso, ele segue como maresia. Aparenta, tranquilamente, seguir o curso do rio que a vida nos dá.

3 comentários:

Arthur Claro disse...

Muito bom, Lu você sempre de parabéns.

Arthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com

Rafaela G. Figueiredo disse...

Mais uma q carrega um pouco de mim..
E as suas palavras, como de costume, sempre no tom dos sentidos.

Bjo

Ricky Oz disse...

Oi Lu!
Olha, a única coisa que entendi desse texto é que essa Jéssica tem problemas, que menina confusa e indecisa... hahahhahaha
Beijos

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