domingo, 11 de janeiro de 2015

Nossa relação com a tal da calcinha



Quando a gente, menina, nasce, a preocupação da nossa mãe é que usemos calcinhas. Aquela calcinha de algodão, fresquinha e cheia de frufru. Inicialmente para sustentar e disfarçar a fralda, depois para apenas cobrir o nosso órgão sexual dos olhares alheios. Os meninos acostumados a nos ver tão bem vestidas, vêem naturalidade nisso e, assim, nos acostumamos a ter nosso sexo bem coberto. Com o tempo, mudamos nossas calcinhas por aquelas de material sintético e por aquelas com fio dental. Afinal, vamos descobrindo nossa feminilidade e queremos ficar cada vez mais sexys para o ser desejado. Ficar sem calcinha passa a ser sinônimo de extremos despudor e de desconforto certo.

A gente, portanto, se acostuma a usar calcinhas vinte e quatro horas por dia. Se tomamos banho, trocamos de calcinha - uma suja por uma limpa - todo santo dia. Se transamos, tiramos a calcinha para a efetivação do sexo e, depois de feito, vestimos novamente, A calcinha é como um ritual. Dormimos e acordamos com ela. Quando viajamos, levamos mais do que a quantidade de dias em que ficaremos em tal lugar para não termos o risco de acontecer imprevistos e ficarmos sem. Inclusive, se isso acontecer, a gente lava logo para ficar o mínimo de tempo possível sem calcinha e, então, poder vesti-la o mais breve. Há quem, também, prefira usar um absorvente se não tiver outra opção para trocar a calcinha. Enfim.

Acontece que, de acordo com os ginecologistas, a calcinha não pode ser considerada indissociável da mulher porque esta pode abafar a região íntima e contribuir para a proliferação de bactérias e fundos. Além do mais, o material adequado é aquele 100% algodão e que não consideramos nada sexy. Importante salientar que uma dica importante é, pelo menos, dormir sem calcinha para deixar o local respirar um pouquinho. Se você acha que não conseguirá se deitar sem calcinha, tente. Pode ter certeza que, em algum momento, você irá se acostumar.

Apesar de os médicos indicarem usarmos menos essa peça íntima, eles não dizem para abolirmos do nosso guarda-roupa. Calças jeans justinhas exigem uma calcinha para impedir o atrito da nossa graciosa com o material grosso que constitui a calça ou outras roupas tais. Além disso, sair apenas de saia e sentar em qualquer lugar pode ser arriscado e pode nos levar a contrair uma série de problemas caso haja o contato direto. Nesse sentido, é precisa sabermos dosar nossas vestimentas e o momento em que devemos usar ou não usar a calcinha.

Materiais sintéticos e fio dental são, conforme os especialistas, indicados para serem usados apenas uma vez na semana. E, falando nisso, as famosas estão dando um show e chamando a atenção dos fotógrafos - cada vez mais - com seus modelitos que apresentam a falta de calcinha no look. E, como vimos aqui, elas não estão erradas por não usá-la. A calcinha deve ser compreendida como um acessório e não como essencial e imprescindível do modo o qual costumamos encarar.

Nossa mãe, todo mundo nos ensinou a sair e usá-la a todo momento, mas já que estamos crescidinhas...vamos virar o jogo e renovar nossa gaveta de calcinhas? Investir naquelas 100% algodão, deixar as mais sensuais para as horas mais propícias e não usar quando formos dormir e quando nos for possível. Com certeza faremos um bem danado para nossa amiguinha e para a gente.


2 comentários:

Arthur Claro disse...

Gostei desse post, bem criativo e com o jeito simples e pudor nenhum que a autora possui. Parabéns Lu.

Arthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com

Lu Rosário disse...

Muito obrigada, Arthur! :*

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