sábado, 5 de outubro de 2013

Relacionamento que se quer livre...

Relacionamentos são por si só complexos, tanto de pai e mãe quanto de um casal. E, como todo relacionamento, o compromisso de manter o outro naquela posição de companheiro (a) pede exclusividade. Aqueles entre casais, devido a sociedade cristã na qual estamos inseridos, possuem em pacto de monogamia. Desse modo, a relação se mantem estreita entre ambos, sem possibilidade de outras aberturas e outros alguéns. No entanto, sempre há quem se opõe ao coletivo.

Em todo lugar, a resistência existe para provar que nada é absoluto. Sendo assim, alguns relacionamentos entre casais passaram a ser abertos, ou seja, duas pessoas namoram e, ainda assim, se sentem livres para outros encontros e amantes. Parece estranho para alguns de vocês, leitores, mas tem se tornado cada vez mais comum entre os jovens. A juventude, vista como transviada, tem se apegado menos aos valores cristãos e tem se libertado de possessividades - isso não significa que é algo generalizado, é mais voltado para meios considerados alternativos (dentro de intelectualidades e quetais). Muitos adultos também têm aderido a esta liberdade sexual e assim, a nossa sexualidade continua mantendo a sinuosidade dos seus contornos. Mas sim, tenho falado muito e não digo realmente como se dá esse relacionamento que se quer livre.

O relacionamento aberto consiste numa cumplicidade e em um sentir recíproco que não aceita possessividades. Em outras palavras, amor não prende, não impede o outro. Pelo contrário, o deixa livre para quando quiser voar. A cumplicidade reside no fato de tudo ser dito, inclusive as vontades pelo outro. A confiança de que ele vai e volta é o que fortalece o sentimento de ambos; a possibilidade de ir e não voltar é o que foi melhor, visto que manter a relação sem estar totalmente entregue não sustenta sentimento algum nem lhes traz a longa felicidade desejada. Relacionamentos abertos não possuem amarras, apenas liberdade em todos os sentidos.

Para vivê-lo, é preciso ter uma mente muito aberta porque senão o ciúme bate, a insegurança consome e os autoquestionamentos e angustias passam a transbordar. Se me perguntarem se sou a favor ou contra, eu diria que sou a favor. Não, nunca tive um relacionamento assim nem sei se daria certo para mim, talvez sim e talvez não - tudo depende do parceiro e do nosso encaixe. Mas, de antemão, saliento que curto a cumplicidade total para que a entrega seja maior ainda. 


PS: Caso queiram relatar suas experiências em relacionamentos assim, suas curiosidades, suas críticas ou acrescentar algo mais, sinta-se a vontade no comentário ou no sempudornenhum@gmail.com. O Sem Pudor não é meu, é nosso!


5 comentários:

Vanessa Santos disse...

Perspectiva interessante! Gostei do seu blog!
Me faz uma visita? http://mardeletras2010.blogspot.com.br/2013/10/amontoado-de-celulas.html

Rafaela Figueiredo disse...

Concordo absolutamente, Lu.
Nada menos que cumplicidade e um jogo aberto - sem cartas na manga...

Um bjo

Anônimo disse...

Passei só para te dar um beijo amiga.


Nuno

Lu Rosário disse...

Um beijão, Nuno, meu lindo!

Lu Rosário disse...

Um beijão, Nuno, meu lindo!

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