quinta-feira, 23 de abril de 2009

Diante do espelho


Uma figura estranha não se identifica e, assim, se metaforiza em canções de amor, solidão e necessidades também estranhas (ou nada estranhas). Dificil é entender o que se passa no coração daquele que mal consegue se olhar no espelho, porque se vê um ser monstro-inapalpável-peçonheta como se fosse algum animal rastejante e fatal. O pior de tudo é entender-se e ela não se entende. Seus olhos parecem folhas em dias de primavera, sempre orvalhando, e suas mãos, ás vezes trêmulas, não consegue agarrar-se a nada que vê. Por enquanto precisa viver de desabafos e pequenas prosas poéticas, esta é a forma que encontra para fincar-se ao mundo. O adiante que antes pensara não era nada concreto, tornou-se pó entre os dedos. O presente é um outro (des) encanto sem formas exatas nem definições, onde tudo se parece mais com um arremesso sem saída e destino. As coisas vivem longe o bastante de si e nem o "nada" pode-se resumir.


Lu Rosário

3 comentários:

espelhodesombras disse...

Olá LU, quem é essa figura estranha, de metáforas e canções, que se vê monstro-peçonhento-inapalpável? Cruz credo,mangalô três vezes.
Mas tudo bem, os olhos orvalhados escapam dessa tragédia de reflexos...
Todos os beijos
João Costa Filho

fabiano Silmes disse...

Bem sombrio...Esse texto se parece bastante como eu estou me sentindo agora...

Abraços.

Pablo Feliciano da Silva disse...

de repente a vida não é nada concreto...

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